quarta-feira, 30 de março de 2011

Canções de sinos


Por Germano Xavier

III


Leio o amor e penso a morte.
Precisamente, a minha morte.
Como comove tal leitura!
Movo, seixos de mim,
até a outra estação...
E Maio não é agora.

Em espécie, inspira-me.
Aspira-me, áspera e dúbia comoção!

Eu morro em portas
mortas,
o amor aporta, nauta
de mim agora e sempre
no mar, indefinição.

2 comentários:

Germano Xavier disse...

Crédito da imagem:

"o16 by ~jarrod343"
Deviantart

Zélia disse...

Um sorvete de flocos pelo poema. ;)