quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Interior de mim, exterior de nós


 Por Germano Xavier

do barro viemos,
do chão do amor a placenta
nutrida em mães
(o calabouço inquestionável)

ao barro iremos
como uma massa de modelar
o corpo sem corpo
da terra
construída na sombra e no vácuo
da mão que formata
até o branco no breu


Quinto poema-imagem da série Preto-e-Branco: Poesia.
Fotografia de Daniela Gama.

5 comentários:

Dani Gama disse...

...do coração que pulsa
sem sangue e sem vida.

Abraços, Poeta!

JU disse...

Que lindo, Germano X.!!! *-*
Seu Blog é fantástico!!!
Sejas sempre muito bem vindo ao meu Blog também, que embora não aborde nenhum assunto específico, é um "cantinho meu" e amigos são sempre bem vindos. . .a casa também é sua! =D
Bjs, e um feliz 2012 pra ti e todos!

Controvento-desinventora disse...

Maravilhoso,poeta!

Nuno Andrade Ferreira disse...

Germano,

Retribuo o cumprimento. A sua casa também é uma bela casa.

Abraço,

Nuno (da Marcha dos Pinguins)

Diná Fernandes de Oliveira Souza disse...

Sábio e reflexivo pensar! Adorei ler isto!
Abçs!