segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Abril ou maio


Por Germano Xavier

Pouso.
Embora fosse a hora
de ir,

lamentou o sorriso preso na xícara,
o grito gasto
nas cortinas, a sinergia
do corpo tal

muro,
tão. Se em boa hora for
do teu agrado
o grave apelo do vão,
do não, seco -

pão do nada, pão da perfeição? -,
deixai adormecer, ó viril órgão,
do ventre de partida,
amolecer do óleo da intriga,
da moeda pobre ao menos

um senão
do coração...

3 comentários:

Germano Xavier disse...

Crédito da imagem:

".11103 The Traveler
by *fabioselvatici"
Deviantart

Danilo Sergio Pallar Lemos disse...

Belissima poesia e cronica.
www.vivendoteologia.blogspot.com

Rafael Castellar das Neves disse...

Nossa...isso foi bom mesmo...dá um vai e vem de sensações durante a leitura...vou ler de novo!!

[]s