quarta-feira, 13 de abril de 2011

Canções de sinos


Por Germano Xavier

IV


Frialdade, teu corpo de paixão
e memória. Silencia,
cala,
meu silêncio cavo e festivo.

Como podes?
Como pôdes, se amante em sombra
me quis teu?

Tu que evolavas o olor branco
das camélias, dulcífico
e calculado. Ópera,

teatro de inverdades, agora
me atiras em lenços úmidos e frios.
Como querer-te, fantasma convulso
que foge de minha mente?
Como desejar-te em parte,
se tu eras a plenitude?

3 comentários:

Germano Xavier disse...

Crédito da imagem:

"dancer by ~afghaj"
Deviantart

Ribeiro Pedreira disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Ribeiro Pedreira disse...

cheguei aqui por uma paraibana de letras afetivas e encontrei certas baianidades "dava de bicuda" etc. constatei a minha desconfiança e assuntei a riqueza deste espaço. salve, bahia!