sábado, 7 de maio de 2011

Sem mestre nem doutores


Por Germano Xavier

pouca coisa aprendi na escola. o mais fútil e o mais imprestável, talvez. alguma continha de subtrair números, uma ou outra forma animal e vegetal, dois ou três nomes que alguém colocou em pirâmides e uma dúzia de sobrenomes e datas. apenas isso. coisa de valor mesmo, quase nada. uma vez o professor fez uma arraia para mim, gigante e pesada, e eu achei aquilo funcional e interessante. pelo menos me fez pensar em que vento seria capaz de levantar aquele brinquedo tão gigante e pesado. foi assim que comecei a gostar de geografia. na escola, ninguém ensinava nada. hoje também é assim. os professores ficam presos aos livros processados pela máquina do-fazer-não-pensar-do-governo e terminam por repetir erros primários. e eu que sempre achei que errar fosse a prova cabal de que se está aprendendo. sem sombra de dúvidas, aprender é, necessariamente, errar. quando erramos, mudamos de comportamento. mudamos para não cometermos o mesmo erro. eu sempre gostei de aprender, mas nunca gostei de errar. e quem gosta? errar é doloroso. errar é uma faca entrando na altura do peito e lhe tirando o ar. e errar também pode custar uma vida. melhor nem pensar nisso.

2 comentários:

Germano Xavier disse...

Crédito da imagem:

"Humans and birds by *VexingArt"
Deviantart

A Mina do cara! disse...

errar nem sempre é o caminho da aprendizagem. e as escolas... ah, nem vamos falar disso uma hora dessas...

abraço