sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Cantares de preservo


Por Germano Xavier

III


Meu mergulho na água das coisas é menos plástico,
ameaça uma clausura, desmonta contidos perigos.
(Por que assumo a imagem potencial das coisas,
se posso lembrar que elas são apenas um discurso?)

Meu respiro no ar das coisas renova um continente
de incontidos imediatos: um sofisma que deduz
a amperagem de todas as inclinações de força.
(O que soa estranho no momento integrador do jogo:
a finalidade subalterna do que obstaculiza a vida
ou o recém-descoberto passo apesar de restrito?)

Meu pisar na terra das coisas enrijece, portentoso,
a tradição das minhas ineficazes infalibilidades.
São elas que me demandam deficiências às vistas
e me particularizam – tal poeta – enquanto fronteira.

A queimadura no fogo das coisas, esta – assincrônica –,
isoladamente, sustenta o contraponto: meu segundo momento,

o da palavra.

4 comentários:

Germano Xavier disse...

Crédito da imagem:

"Reflexion by *Nicoweb"
Deviantart

Artes e escritas disse...

Reflito que há que se buscar a clareza das premissas para que se possa obter bons resultados, o sofisma é caminho de engano, de curvas encobertas e de ruas fechadas. Um abraço, Yayá.

R.B.Côvo disse...

Estou participando de um concurso literário e preciso de votos. É simples. Se você tiver facebook entre na sua conta e acesse este link:
http://www.conteconnosco.com/trabalho-detalhe.php?id=622

Daí é só logar na página do lado direito no topo "login with facebook" e votar no botão vermelho abaixo da foto. Para ir ao texto vai na categoria escrita, na segunda página. O texto é M. de Ricardo Barbosa.

Conto com sua ajuda!

Pode votar todos os dias até o final de julho, você também concorre a prêmios.

Obrigado!

Cris Campos disse...

E é na palavra que nossas certezas são revisitadas e colocadas a prova, permanecem nesse momento só aquelas que realmente valem. Gr. Bj.!