quinta-feira, 19 de abril de 2012

Oaristo cantado para as aves que os pássaros têm


Por Germano Xavier 

Para Daniela Delias 

um passo há para o torvelinho
com gosto e o mar de fronte,
torrentes albas, nuvens pensas
fazem frente à mente alinhada
ao que de dentro voa.

que augusta quimera refrata-me
candente plasma de asas mansas?
ó, ausência em banquete!

fosse um norte e eu iria, resguardado,
mar aberto, em fúria, intenso.
porque a liberdade quando à sombra
alerta sobre o perigo de estar.

(chegar ainda é uma dádiva para quem navega)

remadas bruscas, luxações ignoradas
nos braços que se cansam, gaivotas, o mar, o mar...
o artista na Galera te ilustra no sonho do suor
escorrido na branca tez; o escravo da dor também ama
imaginando chegar quando chegar não é fim.

4 comentários:

Germano Xavier disse...

Crédito da imagem:

"Barco by ~Curtze"
Deviantart

Ana Filipa disse...

Outro para você. (:

Daniela Delias disse...

Há tanto mar em mim, tanto mar.
Incrível escreveres isso, incrível escreveres tão lindo. E eu, sem saber o que dizer, contemplo.

Bjo, carinho

Dani

Marly Bastos disse...

Lindo poetar Germano!
Outra beijoka doce pra você!
E obrigada pela visita.