sexta-feira, 9 de março de 2012

Por uma paz exageradamente lenta


 Por Germano Xavier

paz, eu quero paz
a paz de um passarinho
no ninho sem pressa
sem vento
eu quero paz, paz
para passar sem medo
no meio do vendaval
no meio do matagal
no meio do bem ou do mal
somente a paz
a paz de um lugar sem fim
de uma dor acolhida na relva, no pasto
no sempre ir adiante, para frente, além de mim
uma paz eu quero para mim
uma paz sem passagem
de passagem
que marcasse um ponto X
paz-tesouro
eu-pirata, bucaneiro
eu inteiro
vivendo, amando, rumando
na paz, na paz, na paz...

15º poema-imagem/imagem-poema da série Preto-e-Branco: Poesia.
Fotografia de Daniela Gama.

5 comentários:

Controvento-desinventora disse...

Um pouco de paz:

http://www.youtube.com/watch?v=LlQLV2oUjCg

Enigmático Byjotan disse...

Encontrar alguém que enaltece a paz com tanta propriedade, nos alegra e faz pensar que ainda existe esperança além da curva.Abraço de carinho.:-BYJOTAN

Professor Gilberto Cantu disse...

Oi Germano,
PAZ é isso aí, não tem outra maneira de viver de bem com o semelhante.
Paz de Jesus em seu lar.
Bom final de semana.

sandrafofinha disse...

Espero que tenhas sempre paz pela tua vida fora. Beijinhos fofinhos!!

Dani Gama disse...

Essa paz que invade o coração, lenta ou não, exageradamente...ela quando chega se torna plena mesmo por um segundo.

Adorei, Gê!